O principal resultado desse preconceito é a cegueira que acomete a massa ensandecida, que não ouve, não reflete, não respeita e esquece nossa essência. SOMOS PROFESSORES. Como reagem essas pessoas diante das situações de sala de aula, diante de crianças e adolescentes?

Um profissional da Educação é, antes de tudo, um mediador, um negociador por excelência. Que tipo de cidadania é ensinado nas salas de aula desses professores? Existirá a democracia e respeito nas relações interpessoais?

O que vi na sexta-feira, dia 02/09, foi um ato de manipulação, recheado de intenções políticas que não correspondem aos interesses da categoria. A assembleia tornou-se um espaço de disputa da base pelo CSP-Conlutas, POR, Crítica Radical, PSOL e outras forças que, por não estarem representadas na atual diretoria do Sindicato APEOC, usam a categoria e este momento de luta como trampolim político e meio de divulgação de seus preceitos e preconceitos.

A falta de reflexão tem levado à categoria a interpretar de forma inadequada o que tem sido apresentado pela direção:

  • Suspender a greve = acabar com a greve;
  • Negociar com o governo = dar cheque em branco ao Cid;
  • Possibilidade de implantação do 1/3 em 2012 = negativa da implantação do 1/3;
  • Abrir o orçamento para análise = transferência de atribuição.

 

Sempre que o governo se aproxima e abre o diálogo e sinaliza com a negociação, esses grupos reafirmam sua incapacidade de superar pressupostos pétreos e indefensáveis no momento atual. Vejamos: participam ativamente do comando de greve e continuam a atacar a direção do sindicato, participam das reuniões com o governo e assinam atas para logo em seguida negá-las.

Como arautos do fim do mundo, usam estratégias antidemocráticas, não respeitam e não suportam discordância. Greve pela greve, sem medir consequências, sem responsabilidade com a categoria, sem compromisso com a democracia.

Josilma Frota
Professora de História
Diretora do Sindicato APEOC