Desde o final da greve dos professores do Estado, tornou-se ponto nevrálgico nas relações entre os educadores e a Secretaria da Educação (SEDUC) o calendário de recuperação das aulas. O Sindicato – APEOC se mostrou contrário à determinação da SEDUC de recuperar as aulas no mês de julho, pleiteando uma alternativa para o impasse. Na tarde de quinta-feira, 02 de julho, o Governo do Estado resolveu acatar as reivindicações do Sindicato – APEOC.

A SEDUC estava propensa a seguir a determinação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que estabelece carga horária de 800 horas/aula e 200 dias letivos, o mais breve possível. O Sindicato – APEOC apresentou uma série de justificativas para não haver a reposição neste mês, no entanto, a entidade esclareceu que a recuperação das aulas será cumprida mediante a elaboração de um novo calendário escolar. “Toda a carga horária do aluno será resposta, todos os professores da APEOC vão cumprir a determinação da LDB, pois é um direito dos alunos”, anunciou Reginaldo Pinheiro, diretor do Sindicato – APEOC, completando que recuperar o calendário no mês de julho seria inviável.

Segundo Reginaldo Pinheiro, durante o mês que é tradicionalmente destinado às férias, os alunos se mostraram descontentes com a possibilidade de abrir mão do descanso para recuperar aulas. “Muitos alunos, pais e até mesmo professores já tinham programação definida, o que tornaria a reposição uma medida que prejudicaria muitos alunos que certamente iriam faltar às aulas”, explicou o professor.

Na última sexta-feira, 26 de junho, após uma rodada de discussões entre professores e SEDUC, o órgão colocou uma enquete no site para a sociedade votar a favor ou contra a reposição de aulas no mês das férias. “O resultado saiu hoje, mais de 90% da sociedade se mostrou contrária a reposição de aulas em julho”, declarou Reginaldo Pinheiro, enfatizando que o calendário escolar para recuperação das aulas será definido na primeira semana de agosto.