09 Maio 2009
Os professores da rede estadual de ensino decretaram greve geral em assembleia realizada na manhã de ontem no Ginásio Aécio de Borba. A paralisação, que é por tempo indeterminado, deverá envolver cerca de 30 mil docentes da Capital e do Interior do Estado. As principais reivindicações são a implantação do Piso Salarial Nacional garantido por lei à categoria, e da progressão horizontal, o que lhes assegura um aumento de 5% nos salários por cada ano trabalhado e mudança de nível na carreira profissional.
A pauta também inclui a realização de concurso público, reformulação do Plano de Cargos e Carreiras, reajuste salarial de 19,2%, regularidade no pagamento dos professores temporários, gestão democrática e novas eleições. A última greve dos professores estaduais foi em 2006, e teve 53 dias de duração.
A presidente do Sindicato APEOC, Penha Alencar, afirma que enquanto professores esperavam a manutenção da progressão horizontal, a mensagem que o Governo enviou para a Assembleia Legislativa não contempla isso, mas somente um abono.
Ontem mesmo Penha entregou ao líder do Governo na Assembleia, deputado Nelson Martins (PT), a pauta de reivindicações do movimento. Na ocasião o parlamentar afirmou que dará encaminhamento a todas as questões levantadas pelos professores. Ele explicou que há reivindicações que devem ser aprovadas até julho, quando o Governo do Estado enviará ao Legislativo mensagens referentes a implantação do PCC, das progressões e dos prêmios por desempenho para as escolas.
Hoje e segunda-feira sindicalistas e professores fazem visitas a escolas para trabalhar com pais e alunos reforçando a movimentação da greve. Na quarta-feira está programado ato público na praça Clóvis Beviláqua, de onde partirá uma passeata até a Praça do Ferreira. A manifestação está prevista para as 15 horas.
Fonte: Jornal O Povo, 08-05-2009.
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