Professor do Ceará tem o sexto pior salário do país

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O diretor do Sindicato – APEOC, Anízio Melo, ressalta que os professores do Estado têm o sexto pior piso salarial do País. Segundo ele, compromete o ensino já que desmotiva os profissionais que não têm condições de se reciclar com um salário tão baixo.

Conforme Anízio Melo, uma das principais bandeiras de luta do Sindicato – APEOC é que se aumente o percentual mínimo obrigatório de recursos para a Educação, de 25% para 30% das receitas líquidas do Estado. Além disso, ele destaca outros pontos que, se atendidos, representarão uma melhora na qualidade da Educação: a efetivação como política pública de um projeto de escola em tempo integral e que trabalhe a formação humana, científica e profissional; que haja manutenção constante nas escolas, com aumento de recursos financeiros, pedagógicos e humanos.

Além disso, de acordo ainda com Anízio Melo, é preciso melhorar a alimentação que é servida aos estudantes; o transporte escolar; os laboratórios de línguas, informática e ciências em todas as escolas e atualizar todas as bibliotecas. Outra questão apontada é em relação ao número de funcionários nas escolas. "Tem escola com mais de 1.500 alunos e apenas uma merendeira. É outro absurdo", destaca Anízio.

O dirigente sindical frisou que a situação da insegurança nas unidades escolares e no entorno delas tem se acentuado bastante. Em determinados locais, alguns professores não querem mais dar aulas, pois estão arriscando a própria vida. É um problema que aflige a todos e precisa ser resolvido pelos governantes públicos que dizem ter a educação como prioridade.