18 Março 2010
A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa discutiu nesta terça-feira (dia 16/03), por solicitação do Sindicato APEOC, a revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos professores do estado e a imediata implantação do Piso Salarial.
De acordo com a lei nacional do piso do magistério, os estados deveriam, até o dia 31 de dezembro de 2009, ter adequado os Planos de Carreiras às mudanças promovidas pelo Ministério da Educação (MEC).
De acordo com pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores (CNTE) e pelo Sindicato APEOC, o Ceará e mais 5 estados (Goiás, Tocantins, Rondônia, Pernambuco e Rio Grande do Sul) estão pagando um salário inferior ao piso que é de R$ 1.312,85 (sem contar com as gratificações).
Para o deputado estadual, Artur Bruno, o salário pago aos professores no Ceará tem um valor irrisório. A expectativa, segundo o deputado, é de que o governo envie uma revisão do Plano de Cargos e Carreiras que possa garantir melhores remunerações e condições de trabalho para os professores. O parlamentar defende que o estado faça a duplicação do salário da categoria, de forma gradual, em 3 ou 4 anos.
Anízio Melo, diretor do Sindicato APEOC, cobrou do governo o cumprimento das reivindicações dos professores, apresentou proposta do sindicato da categoria para a reformulação do Plano de Carreira, e disse que os educadores cearenses têm o sexto pior salário do País.
Também participaram do debate o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e vice-presidente do Sindicato APEOC, Juscelino Linhares; o presidente estadual da CUT, Jerônimo Nascimento; os deputados Júlio César e Raquel Marques; a coordenadora de gestão de pessoal da Secretaria de Educação Básica do Estado, Marta Emília Vieira; representantes da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) e de várias outras entidades.
PISO E CARREIRA ANDAM JUNTOS!
NÃO VAMOS ABRIR MÃO!
SINDICATO APEOC/CNTE/CUT
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