04 Julho 2009
A greve dos professores da rede estadual de ensino da Educação Básica, somente ocorreu em face de posições incompreensíveis por parte do governo do Estado, ao analisar a pauta reivindicatória encaminhada pelo Sindicato – APEOC, com um justo conjunto de pleitos amparados por leis conquistadas ao longo dos anos, a exemplo: progressão horizontal com mudança de nível; adequação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários à Lei do Piso; realização de concurso público previsto em Constituição; implantação do piso nacional de salário; e outros itens pré-estabelecidos em lei. Nada que esteja fora de lei foi pedido pelo Sindicato – APEOC ao governo do Estado.
Como em todo embate de opiniões existem os contrários. Vitoriosos são os que sabem lutar com inteligência e às vezes recuando um passo para conquistar avanço de três. O Sindicato – APEOC não radicaliza, mas luta em defesa de objetivos e mostrou ao governo que os professores estão vivos, unidos e a ilegalidade da greve não seria derrota.
Conquistaram os professores a realização de concurso público; a implantação da progressão com mudança de nível; compromisso oficializado de negociar com a categoria a reformulação do PCCS a partir de agosto; e, em consequência da greve, adiar a recuperação das aulas, que seria em julho, para um novo calendário. Conseguiu ainda a permanência de reajuste com índice diferenciado acima da inflação para os professores.
A luta do Sindicato – APEOC ainda vai continuar em defesa dos professores que, em desobediência à ordem judicial, permaneceram em greve e poderão ser prejudicados em seus irrisórios salários com descontos de multas.
Esses companheiros, infelizmente, não perceberam que estavam sendo induzidos ao suicídio funcional. Porém, não serão abandonados. Para isto existe o Sindicato – APEOC em defesa do professorado da rede pública de ensino do Estado.
Antes da greve, o Sindicato – APEOC obedeceu ao pé da lei, todo ritual de negociações. Solicitou e participou de audiências com os representantes do governo e com o próprio governador do Estado; promoveu manifestações públicas; e pediu intermediação do Poder Legislativo, através de deputados, forças para sensibilizar setores do governo a atender as reivindicações justas e legítimas dos professores.
Esgotados todos os canais de negociação não havia mais nada. A partir desta conclusão: greve ou nada. A greve eclodiu e os professores paralisaram as suas atividades.
O governo obtém na Justiça a ilegalidade da greve. O Sindicato – APEOC respeitou a decisão judicial, pois não poderia ser contrário e com responsabilidade recomendou aos seus associados a imediata volta às salas de aula, temendo a aplicação do rigor das multas impostas pela Justiça.
O Sindicato – APEOC seria irresponsável se assumisse pagamento de multa e ainda expor o professor a este exorbitante sacrifício de também pagar multa.
Em editorial passado, o Sindicato – APEOC disse que a ilegalidade da greve não seria derrota dos professores, mas estímulo à luta. Iremos continuar, Sindicato – APEOC e professores, juntos, lutando em defesa do que acreditamos ser justo e correto e contra qualquer injustiça que venha violentar direitos conquistados pelos professores.
Quem educa, também luta!
Editorial do Sindicato – APEOC.
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