03 Dezembro 2011
Editorial do Programa Educação em Debate – coordenação Sindicato – APEOC
A sensata decisão de não mais aprovar uma segunda greve de professor na escola pública do Estado, segundo pesquisa do Instituto Sindicato – APEOC, foi a mais correta deliberação da categoria já tomada em Assembleia. Esta posição de retornar às salas de aula e ao processo de negociação com o governo já começou a surtir efeitos positivos, apesar da opinião discordante de alguns poucos ou minoria entre os professores.Com o retorno à mesa de negociação, o governo autorizou terça-feira, o pagamento, em folha suplementar, da 1ª parcela do reajuste acordado de 7,5%. A segunda, de 7% sairá com a folha de janeiro. Um outro ponto positivo: a SEDUC já foi autorizada a proceder a convocação de 300 professores concursados. Ficou também assegurado aumentos salariais para os próximos três anos e tendo como fonte financeira estável, os recursos do Fundo da Educação Básica – FUNDEB, destinados, exclusivamente, para o pagamento de salário dos professores, além da implantação progressiva de 1/3 da carga horária extraclasse a partir do próximo ano e com conclusão em 2014.
Assegurou o governo, através de seu chefe de gabinete, que a Assembleia Legislativa deveria aprovar e já aprovou, em regime de urgência, o reajuste dos 15%, a fim de permitir pagamento em folha suplementar e previsto para o próximo dia 15.
Portanto, a decisão da Assembleia dos professores, de não acatar uma nova greve, foi a mais correta. Vale salientar que esta decisão deve-se ao apoio de uma absoluta maioria de professores procedentes do interior do Estado, seguindo orientação da diretoria do Sindicato – APEOC. Repetimos que uma minoria desejava o contrário.
Novas audiências com a diretoria do Sindicato – APEOC estão programadas com a Secretaria de Educação, Procuradoria Geral do Estado e Secretaria do Planejamento e Gestão. Em todos esses encontros as lideranças sindicais tratam, intransigentemente, do respeito e do cumprimento dos pontos acordados na Mesa de Negociação com o governo.
Segundo o presidente do Sindicato – APEOC, professor Anízio Melo, é dessa maneira que a instituição pretende encaminhar, discutir, negociar e somente após exaurido processo de negociação recorrer ao instrumento greve, apesar de, legitimamente, existir como amparo de defesa do direito do trabalhador. Portanto, greve deve ser último recurso e assim se comportou o Sindicato – APEOC durante 63 dias, mostrando à sociedade o porquê da greve, e, comprovando ao governo a legitimidade das suas reivindicações, tantas vezes distorcidas pela interpretação de alguns dos agentes públicos.
O que conquistou o Sindicato – APEOC, após essa greve de 63 dias? Uma batalha. A guerra vai continuar e a vitória final por uma educação que desejamos e necessita o país para o seu desenvolvimento e bem-estar da nação ainda depende da vitória de outras batalhas. Sem dúvida os trabalhadores em educação não desistirão, apesar dos tortuosos obstáculos que ainda existem nesta caminhada de luta e de esperança por uma educação de qualidade e com professores, profissionalmente, valorizados no contexto educacional sócio e econômico.
Um dia chegaremos lá! Quem educa, também luta!
Editorial do Programa Educação em Debate – coordenação Sindicato – APEOC.
| < Anterior | Próximo > |
|---|














