26 Julho 2010
Em todo a qualquer período eleitoral, os candidatos a cargos eletivos assumem como prioridade de governo a educação na escola da rede pública de ensino e prometem maciços investimentos na melhoria do ensino, na estrutura física das escolas, nos seus equipamentos, e, principalmente, na valorização dos profissionais da educação (professores e servidores de unidades escolares.
Sem dúvida, o tema educação desperta entusiasmo na caça ao voto e nas promessas com perspectivas de vida saudável, bem-estar social, oportunidade de emprego e desenvolvimento econômico para o país. Nenhuma nação do chamado Primeiro Mundo chegou ao patamar em que se encontra sem maciços investimentos na educação. Portanto, somente resta aos nossos gestores públicos uma única opção: investir na educação e na valorização profissional do professor.
Os meios para obtenção de recursos existem e são conhecidos por todos os gestores públicos. Do outro lado, o entrave contra a educação reside na falta de decisão política desses mesmos governantes.
As deficiências do ensino na escola da rede pública também são familiares dos gestores públicos. Recentemente, o Sindicato – APEOC divulgou dados técnicos sobre o potencial dos alunos, sobre os compromissos dos professores cearenses na escola pública e sobre suas lutas em busca da melhoria do ensino e qualidade da educação. Isto ficou comprovado com a luta para superar metas estabelecidas pelo MEC/IDEB/2007 nos níveis fundamental I e II e ensino médio, onde o aluno da escola pública do Ceará foi classificado no 6º melhor nível nacional, quando considerando o crescimento nos três níveis de ensino avaliados. Na avaliação do IDEB/2009, novamente, o Ceará é o melhor do Nordeste, confirmando o potencial do aluno e os compromissos dos profissionais na escola pública cearense.
Será que essa avaliação ainda pode melhorar? Para os dirigentes do Sindicato – APEOC, sim! E tudo dependerá de decisão política dos governantes públicos; do presidente da República; do governador do Estado e dos prefeitos municipais. Se cada um cumprir com o seu dever cívico e investir no que necessita a educação, a partir de investimentos na infra-estrutura da escola; nos livros didáticos; na compra de computadores e de material para professores e escolas; na merenda e transporte escolares; e, em especial, na valorização dos trabalhadores e pagamento de salário digno aos educadores.
Feito isso, o Ceará subirá além da sexta avaliação do MEC/IDEB, e, sem dúvida estará em pé de igualdade com a escola da rede privada da chamada classe alta. Hoje, com todas as carências e obstáculos a escola pública cearense está em melhor classificação, quando comparada com a escola de classes média da rede particular.
Senhores gestores públicos, com um pouco mais de investimentos na escola e nos trabalhadores da rede pública de ensino no Ceará, o nosso Estado chega ao pódio de melhor classificado no ranking nacional de educação e de melhor potencial de seus alunos.
Editorial do Sindicato – APEOC.
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