Piso salarial não é inconstitucional; Baixo salário, sim!

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Pesquisa do Instituto IBOPE, realizada com eleitores de todo o país, revela que a população brasileira, clama e pede que a valorização do magistério seja a principal política educacional a ser efetivada pelo estado brasileiro.

 

A pesquisa mostra que 46% da população reivindicam essa medida: valorização do magistério; 29% reivindicam melhoria nos equipamentos das escolas existentes; 28% reivindicam a criação de escolas profissionalizantes; 28% reivindicam segurança nas escolas; 26% reivindicam ampliação das redes escolares públicas; e, finalmente, 26% reivindicam melhor capacitação dos trabalhadores da educação.

Infelizmente, até o presidente da República é boicotado pela maioria dos governadores e prefeitos de todo Brasil, quando se negam a pagar o piso salarial aos seus professores, mesmo sabendo que o dinheiro não é problema. O presidente da República já afirmou e confirmou que garante o repasse para complementação de recursos aos municípios que não tenham condições de pagar o piso salarial dos professores da Educação Básica.

Alguns governadores, inclusive o do Ceará, Cid Gomes, entraram no Supremo Tribunal Federal com Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o piso dos professores. Esses governadores deveriam perceber que inconstitucional é o baixo salário dos professores e a corrupção desenfreada que assola nosso país.

É preciso que as administrações estaduais e municipais de todo o Brasil implantem e paguem, urgentemente, o piso salarial dos professores, de modo que a Lei do Piso do Magistério seja respeitada e venha corrigir injustiças cometidas com os educadores; que sejam eles também valorizados e profissionalmente capacitados; e, que tenham um plano de cargos e carreira estruturado e digno para o bom desempenho da profissão.

Essas pesquisas mostram que o povo já conhece a situação salarial caótica em que se encontram os educadores brasileiros, e sabe que é preciso decisão política dos que administram os estados e os municípios brasileiros em favor da Educação Pública e dos educadores. Pois somente deste modo é possível garantir um desenvolvimento econômico, social, cultural e ambiental sustentável neste país. Sem valorizar o educador jamais o Brasil terá uma educação de qualidade.

É preciso seguir os exemplos de outros países, onde a valorização do magistério é priorizada, como é o caso da Finlândia. Um dos membros do Conselho Nacional da Educação da Finlândia, Reijo Laukkanen, deixou os ouvintes estupefatos, de bocas abertas, na 17ª edição do evento “Educador Educar”. Tudo porque relatou que, em seu país, é preciso ter mestrado para lecionar, desde a educação infantil. O conselheiro disse que os bons resultados são obtidos através de uma conjunção de políticas, como investimento em formação, valorização e liberdade docente. Lembrou que, o bom desempenho finlandês na educação não pode ser associado à adoção de tecnologias nas escolas, já que o país ainda discute caminhos para inserir o aparato tecnológico em sala de aula.

Que esse exemplo de educação ilumine os nossos gestores públicos.

Este editorial do Sindicato – APEOC teve a colaboração do professor Paulo James Queiroz Martins, representante do Sindicato – APEOC em Maranguape.

Editorial do Sindicato – APEOC