11 Junho 2010
A falta de segurança pública no Brasil é um problema nacional, e, em médio prazo, sem solução à vista. Não existe um só local neste país com 100% de segurança. Nem os quartéis militares e as escolas da rede pública de ensino deixam de ser alvo dos contundentes assaltantes e dos viciados em drogas. Infelizmente, a escola tem registrado mais alto índice de insegurança. Em Fortaleza, essa situação provoca clima de pânico nas comunidades escolares entre professores, servidores, alunos e seus familiares. Diariamente, os marginais ameaçam, furtam e até assassinam pessoas inocentes nas dependências e nas proximidades das escolas.
O que está fazendo o poder público para brecar esse processo de violência, especialmente, dentro das escolas públicas em Fortaleza e no interior do Estado? Diariamente, a imprensa divulga violentas ações provocadas pelo clima de insegurança que ameaça o funcionamento das escolas dos três turnos de aula. Diretores, professores, servidores e pais de alunos já formalizaram diversas denúncias de violência ao Sindicato APEOC. Denuncias estas sempre encaminhadas ao governo do Estado, através da SEDUC.
Para o próximo dia 16, às 14 horas e 30 minutos, o Sindicato APEOC estará promovendo mais uma audiência pública nas dependências da Assembléia Legislativa, e, novamente tratando da violência nas dependências das escolas públicas do Ceará. Portanto, estão sendo convidados todos os integrantes dos núcleos gestores das escolas e das comunidades escolares. Essa audiência será fundamental para os que clamam por segurança pública e contestam ações de assaltos, seguidas de roubo e uso de drogas dentro e fora das escolas.
O problema de combate contra a falta de segurança pública é dever obrigatório de governo, com ações efetivas e eficazes em busca de por um fim ao tráfico de drogas. Situação geradora de violência entre jovens. Somente em Fortaleza, de janeiro a maio de 2010, mais de 600 mortes violentas já ocorreram em consequência do uso e do tráfico de drogas nas proximidades das escolas públicas. Então, o que falta e qual o porquê de tanta insensibilidade diante de tantos crimes dizimando centenas de jovens, se todos nós sabemos que a droga é a principal razão dessa violência?
Todos nós ainda sabemos que, onde se fecha uma escola abre-se uma penitenciária para abrigo das potenciais vítimas criadas pela insensibilidade do Estado e da própria sociedade, que ao longo dos anos simula desconhecer essa realidade nacional, não fazendo investimentos maciços na educação.
Todos nós sabemos também que o Brasil não é produtor de cocaína, de craque nem de qualquer outra droga em quantidade suficiente a suprir às necessidades dos viciados em território nacional. Portanto, as drogas consumidas aqui procedem dos países vizinhos, a exemplo da Bolívia, segundo relatórios da Polícia Federal. Essa realidade comprova que a principal causa da violência está na ausência de decisões políticas de governo, que deixa de combater o tráfico nas fronteiras e nos mais diversos acessos ao nosso território nacional.
O que pede o Sindicato APEOC em busca de uma solução que possa amenizar a violência nas escolas públicas do Ceará? Um mínimo, presença de policiais ou de agentes públicos nas dependências das escolas. Solução paliativa, mas, com efeito imediato até que seja erradicado o problema insegurança. Situação que aterroriza o ambiente escolar e os profissionais da educação na escola pública.
Segurança pública nas escolas é o que pede o Sindicato – APEOC ao governo do Estado.
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