23 Abril 2010
Os professores dos Centros de Educação de Jovens e Adultos estão inconformados com novas ameaças procedentes da Secretaria de Educação do Estado. A SEDUC está anunciando mudanças nas diretrizes operacionais desses Centros de Educação, a exemplo de alterar carga horária, planejamento coletivo e fechamento das áreas de atendimento, apesar da existência de antigo compromisso da própria SEDUC, de não proceder qualquer modificação sem prévio e amplo debate com os profissionais e com o Sindicato – APEOC.
Os Centros de Educação de Jovens e Adultos, denominados de CEJA, surgiram no inicio da década de 70, chamados de Centros de Estudos Supletivos, com vista a suprimir possíveis deficiências em pontos críticos e identificados no aprendizado de alunos matriculados nas escolas de ensino regular da rede pública. Em 1999 instalou-se o primeiro Centro de Estudos Supletivos Professor Gilmar Maia, que, posteriormente mudou para Centros de Educação de Jovens e Adultos, com a sigla CEJA. Atualmente existem no Ceará 32 CEJA, sendo nove em Fortaleza e 23 em cidades do interior cearense. Hoje, aproximadamente, mais de 25 mil alunos estão matriculados nos CEJA, recebendo assistência de aproximadamente mil e 200 professores, que atendem em horários convenientes às necessidades de cada aluno, que elaboraram os seus próprios horários de aula, de acordo com disponibilidade de tempo para estudar e trabalhar.
Essa disponibilidade que oferece os CEJA aos seus alunos matriculados é tratamento diferenciado do ensino regular em qualquer outra unidade escolar. A modalidade de ensino dos CEJA ocorre através de módulo-aula e com provas de avaliação. Isso requer do professor mais dedicação para o que faz diariamente como profissional do magistério na rede pública de ensino, com múltiplas atividades: elaboração de planejamento individual, pois cada aluno é um elemento diferenciado na escola, em busca de dirimir as suas próprias dúvidas inerentes ao módulo distribuído para estudar, e, posteriormente ser avaliado pelo professor, responsável em certificar capacidade do aluno, para que ele tenha acesso a um novo módulo, e, possa concluir o ensino fundamental e médio.
Caso a SEDUC materialize as mudanças que deseja, fere compromisso firmado e implanta uma nova metodologia de trabalho prejudicial aos professores dos CEJA, como planejamento individual para cada escola; planejamento coletivo de avaliação dos professores; e, modificação na política de carga horária. Para os professores dos CEJA, o regime de trabalho desta instituição é diferenciado e cada unidade de ensino tem autonomia para fixar a duração do seu módulo-aula, sem descumprir as exigências da Lei de Diretrizes e Bases da Educação nem muito menos o Estatuto do Magistério Oficial do Estado.
O Sindicato – APEOC tem posição pública em defesa dos professores dos CEJA’s e contrária a qualquer modificação nas políticas de diretrizes que norteiam os rumos dessa instituição com regime de trabalho e alunos diferenciados.
Editorial do Sindicato – APEOC.
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