Silêncio é arma de Cid contra professor

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Em agosto de 2010, os professores da rede estadual de ensino vão comemorar o primeiro aniversário de uma promessa ainda não paga pelo governador Cid Gomes. O seu profundo silêncio é arma contra uma categoria de trabalhadores, que tinha esperança e depositou confiança em suas palavras.  Palavras que firmavam compromisso de construir uma comissão técnica com vista a elaborar um projeto de adequação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários do Magistério Estadual à lei do piso nacional de salário dos professores, aprovado e sancionado em 2008, e, ainda não implementado em sua totalidade pelo Poder Público dos Estados e dos Municípios.

O Sindicato – APEOC teria lugar efetivo nessa comissão de adequação do PCCS à lei do piso e fez a sua parte, elaborando proposta sugestiva e já entregue ao governo do Estado através da Secretaria de Educação, do presidente da Assembléia Legislativa e do líder do governo no Poder Legislativo. Portanto, chegou às mãos do governador Cid Gomes. Infelizmente, o Sindicato – APEOC ainda não recebeu resposta de sim ou de não do governador.

O silêncio do governador Cid Gomes preocupa os educadores cearenses da Educação Básica, e, sem dúvida esse silêncio é proposital também prejudica a educação, no aprendizado do aluno em sala de aula.

Não há necessidade de ser doutor mestrado em psicologia nem muito menos em sociologia, para entender que o professor sem estímulo profissional é prejudicial ao ensino. Então por que o governador não respeita um simples compromisso assumido com os professores? O seu silêncio amedontra muito mais do que um “não com justificativa” Se o governador tem razões técnicas e de gestão, que o impede de atender os trabalhadores, então por que não fala de coração aberto com os professores?

O Sindicato – APEOC não desistirá de cobrar nem vai silenciar até que o governador Cid Gomes venha a público explicar o porquê de ter prometido ou o porquê do ter desistido do compromisso assumido em 2009, durante o último período de greve da categoria.

O piso nacional de salário da Educação Básica, sem adequação do PCCS, é lei morta, sem eficácia que possa gerar aquilo que o professor deseja e necessita na escola e na melhoria do ensino na rede pública: educação de qualidade.

Governador Cid Gomes, sem investimento na educação e no educando não temos nem teremos um ensino eficiente nem educação de qualidade.

Editorial do Sindicato – APEOC.