26 Fevereiro 2010
O descobrimento e a exploração das terras brasileiras ocorreram logo depois que Cristovão Colombo desembarcou na América do Norte, hoje, Estados Unidos, em 1492, e, o Brasil em 1500, com a chegada de Pedro Alvares Cabral.
A educação faz a diferença entre Estados Unidos e Brasil, a partir do momento em que os governantes norte-americanos optaram por fazer investimentos no processo educacional, com capacitação de professores e pagamento de salários dignos aos mestres. No Brasil, os seus gestores públicos optaram por fazer de conta que investiam na educação e sem capacitar profissionalmente o professor, e, sem ofertar salário justo o Brasil tem hoje uma das piores educações do Continente Sul Americano. Essa insensibilidade está mais acentuada nos últimos 50 anos.
Essa prioridade de investimentos na educação deu ao povo norte-americano as melhores 20 universidades do mundo e o Brasil nem ainda entrou na lista dos classificados com ensino competitivo ao desenvolvimento econômico e ao bem-estar social de seu povo. Por isso não temos, como nação nem como país, economia e qualidade de vida saudável que desfruta o povo norte-americano.
O que falta no Brasil, senhoras e senhores, são governantes compromissados com a educação. Não há no Brasil prioridade nem projetos definitivos para a educação. Existem milhares e milhares de pseudo-planos educacionais e para todos os gastos de dinheiro público.
Recentemente, o Ministério da Educação lançou o Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica. Uma ação conjunta do MEC, do IPES – Instituições Públicas de Educação, Secretarias de Educação dos Estados e Municípios, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação, paralelo ao “Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação”, que estabelece um novo regime de colaboração: União, Estados e Municípios com vista à formação inicial e continuada dos professores em exercícios nas escolas da rede pública de ensino e sem formação adequada à Lei de Diretrizes da Educação Básica. Assim estão sendo oferecidos cursos superiores, gratuitos, em todas as Universidades Públicas do país a graduar professor de 1ª e de 2ª licenciaturas que atua fora da área de formação e de formação pedagógica para bacharéis sem licenciatura nas áreas de conhecimento da educação. Uma oportunidade de ascensão profissional do professor, consequentemente, com vista à melhoria do ensino.
Infelizmente, é grave o que está ocorrendo e agora denunciado pelo Sindicato – APEOC: muitos dos professores que poderiam participar dos cursos nas modalidades presencial e a distância são prejudicados pela insensibilidade de muitos dos secretários de Educação das Prefeituras Municipais, que não estimulam nem oferecem as mínimas condições de apoio ao professor.
Isso comprova ausência de prioridade para com a melhoria do ensino na rede pública; entrava o progresso nacional; e, faz a diferença entre os países que investem na educação. Infelizmente é o caso do Brasil, que por falta de gestores públicos compromissados com a educação, o povo vive sem perspectivas de futuro promissor.
Sem educação não há cidadania.
Editorial do Sindicato – APEOC.
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