14 Agosto 2009
Como seria salutar a comemoração vitoriosa de um combate obstinado do Sindicato – APEOC em defesa da valorização profissional do professor, da professora e do servidor na rede pública de ensino no nosso Estado.
Essa visão de sindicalismo moderno que exerce o Sindicato – APEOC em defesa dos seus associados ocorre pela falta de sensibilidade dos gestores públicos, que usam de errônea interpretação e inversão de valores no sistema educacional, para afirmar que gastam tantos milhões de reais na educação. Certo seria afirmar que ainda investem poucos milhões na educação, ou seja, no mestre, na escola, e no aluno.
O que seria investir no mestre? Todos nós sabemos que o professor é a principal coluna de sustentação do sistema educacional, portanto, investir no professor é lhe proporcionar auto-estima profissional; salário justo; oportunidade de ascensão funcional, oportunidade para conclusão de cursos de capacitação e de especialização; estabilidade e efetividade no cargo conquistado através de concurso público; legislação não vulnerável aos caprichos dos gestores públicos, transitórios e dependentes de conveniências políticas, sempre não adequadas à sustentabilidade de programas efetivos e comprometidos com o desenvolvimento econômico do país e com o bem-estar da nação. Fazer isso é investir não somente no professor, mas na escola e no aluno.
Desenvolvimento econômico e qualidade de vida saudável passam, impreterivelmente, pelo processo educacional em qualquer nação. Não há outro caminho, e, o professor estimulado faz a diferença. Portanto, é inconcebível negar ao Magistério Público um Plano de Cargos, Carreiras e Salários, moderna legislação para atendimento das necessidades do potencial humano que exerce o professor no fazer educação com profissionalismo e o servidor ser reconhecidamente educador, mediante formação através de cursos e de incentivos à melhoria da educação.
Por que não existir um Plano Nacional de Cargos, Carreiras e Salários para a Educação Básica? E neste seja tratado, especificamente, dos direitos e das obrigações funcionais do professor e do servidor da educação, agora, reconhecido por lei como profissional educador, mediante formação básica em nível médio ou superior para docência na educação infantil e nos ensinos fundamental e médio.
O Sindicato – APEOC defende a melhoria da educação como fator dependente do êxito de um pré-processo de valorização do profissional, ou seja, do professor e do servidor habilitado como educador.
Investir no profissional da educação é pensar em país desenvolvido e com bem-estar social, senhores gestores públicos. Imaginar o contrário é estagnar sonhos e perspectivas de um povo no patamar de subdesenvolvimento.
Editorial do Sindicato – APEOC.
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