07 Agosto 2009
O servidor público trabalhador com atividade de natureza profissional semelhante a qualquer outra vinculada à prestação de serviços, é, na concepção patronal dos gestores públicos um obstáculo aos seus projetos políticos. Infelizmente isso é realidade cristalina no péssimo serviço público prestado pelo Estado à sociedade. Sem exceção, os gestores públicos não valorizam o servidor, e, como não existe disposição pragmática para fazer o contrário ocorrem deficiências nos setores de educação, saúde, moradia, segurança, isto é, no essencial à qualidade de vida da nação brasileira. Portanto, investir na capacitação do servidor público é valorizar a prestação dos serviços do Estado. Pagar salário digno ao servidor público é devolver ao contribuinte qualidade de serviço pago pelo contribuinte.
Senhores governantes, não existirá educação com qualidade sem maciços investimentos nas estruturas educacionais: no professor, no servidor de apoio, na escola e no aluno. Sem que seja proporcionada auto-estima ao servidor, como trabalhador qualificado, desnuda-se o faz de conta que educa. Essa máscara do faz de conta que paga salário justo ao professor e ao servidor de apoio está caindo e desmoronando os pseudo-projetos de políticas públicas voltadas ao pagamento de salário aos servidores públicos do Estado.
O Sindicato – APEOC é caixa de ressonância das insatisfações dos professores e dos servidores que trabalham em educação na rede pública de ensino do Estado. E assim sendo vem recebendo, diariamente, inúmeras reclamações dos seus associados. Centenas de professores com nível funcional de terceiro pedagógico lamenta que seus vencimentos sofreram, no somatório, redução de cinco a dez reais, ao invés do reajuste anunciado pelo governador Cid Gomes.
Em alguns dos contracheques em poder da diretoria do Sindicato – APEOC, a remuneração percebida em junho passado, de R$ 565,64 de professores do terceiro pedagógico sofreu redução de R$ 5,64. É pouco, mas, o pouco para quem ganha pouco, é muito, e, muito mais porque ainda perdeu o professor o percentual de reposição que diz ter concedido o governo do Ceará.
Além de muitos dos professores de terceiro pedagógico existem os servidores de nível 18 – auxiliar administrativo – também com redução salarial.
O Sindicato – APEOC está denunciando e vai encaminhar ao governo do Estado as insatisfações dos que estão sendo vítimas de erros burocráticos, e que melhor sejam erros, ao invés de atos propositados e conscientes de alguns “espíritos de porco” que ainda existem nos serviços públicos, partidários do “Deus pra mim e o diabo para os outros”.
Senhor governador Cid Gomes, em nenhum país nem Estado, onde gestor público investiu no seu servidor, caíram ou estagnaram os chamados padrões de qualidade de vida do povo. Investir na educação e no servidor não é gasto nem obstáculo de governo comprometido com o bem-estar social.
Editorial do Sindicato – APEOC.
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